Rio de Deus (Luto e Reflexão)

“É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa
em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a
sério!”. ( Eclesiastes 7:2 )

As tragédias recentes no Rio de Janeiro e ao redor do mundo nos levam à
reflexão e meditação neste verso escrito por Salomão em sua velhice. Este que foi o
homem mais sábio que já existiu, elogiado inclusive por Jesus, riquíssimo, poderosíssimo, que no
fim de sua vida, pondera sobre o que realmente importa.

O que me despertou a escrever esse texto? Enquanto ia para o
trabalho, vi uma mãe colocar seu filho no transporte escolar, beijando-o,
acariciando-o e dizendo: Vá com Deus! Parecia uma cena rotineira de uma
mãe comum, mas não! Tinha um ar diferente; havia mais carinho, valor,
urgência. O mesmo aconteceu com a tragédia em Suzano (SP), os
professores e alunos voltaram diferentes.
Brumadinho (MG), havia um comportamento mais apurado nas
pessoas, nas ações; havia mais compaixão, igrejas arrecadando alimentos
e pessoas aos montes afluindo para doar e doar-se.

Na enxurrada carioca, um homem num esforço hercúleo tentou salvar duas mulheres de serem
soterradas, infelizmente, morreram os três. Como as fortes chuvas, uma onda de solidariedade tomou conta
da população. Nesse momento, nada mais importa: carro, celular, futebol, facebook, whatzap, corre-corre, dinheiro. A música pára, o riso cessa, é mais importante salvar vidas e cada vida salva é uma festa, com um sentimento de alívio.

Obviamente, não gosto de tragédias, mas não deveria ser assim? Uns tratando os outros com
respeito? Não perdendo as oportunidades de amar, compartilhar, ter
compaixão antes de qualquer tragédia? A vida é sagrada no útero, na
escola, no trabalho, nas conduções, nos presídios e hospitais.
Embora estas tragédias nos devastem de tristeza, toda essa
destruição e caos é apenas um espelho d’água do
que acontece com a alma do homem sem Deus.

Esta é a real condição da humanidade perdida que vira as costas para o Senhor e não
há nada que a política, economia, filosofia, religião, especialistas e guerras
possam fazer para solucionar essa caos, cuja raiz encontra-se no
pecado, cujos efeitos ecoam agora e para toda eternidade.
O luto não pode ser consolado com prazeres, fama, avanços
científicos e tecnológicos; são ilusões, distrações que em nada satisfazem
o ser fraco, caído, morto, insensível, a menos que ele, vivificado pelo
Espírito Santo de Deus, olhe para a cruz; é no Evangelho de Cristo Jesus
que retornamos ao real sentido de nossa vida: viver para a glória de Deus.

Assim, não importando o dilúvio que esteja diante de nós, saberemos
que o Senhor é soberano e tem o controle de todas as coisas, não há o
que temer: quer as águas estejam altas ou baixas, o Senhor estará
conosco e nós com Ele.

“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da
terra; Porque eu sou Deus, e não há outro”. (Isaías 45:22)

“Há um rio cujo os canais alegram a cidade de Deus, o
Santo Lugar onde habita o Altíssimo”. (Salmos 46:4)

  • Em Cristo, Ir. Vladimir Soares, servo do Senhor, membro da Igreja Batista Alvorada no Estado do Rio de Janeiro.